Como descobrir o que eu gosto de fazer?

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Muita gente chega perto dos 20 ou 30 anos e ainda não conseguiu descobrir o que gosta de fazer.

Isso acontece por vários motivos, mas um deles é bem conhecido por muitos de nós.

Você tem uns 17 anos e a vida te põe frente à uma decisão que pode no mínimo definir o que você vai fazer por uns bons anos.

É o temido vestibular.

Calma! Esse não é um texto só para adolescentes. Mas vamos combinar, botar uma decisão dessa nas mãos de uma pessoa de 17 anos?

Quando temos essa idade, nos achamos adultos. Mas depois de um tempo, vemos que não tínhamos a menor condição de tomar uma decisão tão séria. Claro, muita gente acerta na escolha do curso e leva a vida fazendo o que gosta. Mas muita gente erra. Ou faz outro curso depois de alguns anos de infelicidade. Ou passa a vida inteira infeliz.

Como descobrir o que eu gosto de fazer?
O Jimmy de "Better Call Saul" cursou direito depois de velho e gosta do que faz

A ideia desse post não é discutir o sistema educacional ou o vestibular. A ideia é discutir como encontrar o que realmente gostamos.


Minha história

Olhando pra trás, vejo que eu era muito novo pra escolher o que queria. Perdia muito tempo fazendo coisas sem sentido, assistia bastante TV e vivia a vida de forma passiva, era carregado por ela.

No ano do vestiba, o colégio ofereceu uma tal "semana das profissões" que trouxe vários palestrantes de diferentes áreas pra contar com o que trabalhavam. Assisti várias dessas palestras no desespero - na verdade eu não fazia a menor ideia do curso que escolheria. E o pior, achava que aquele vestibular ali era tudo. Como se não houvessem caminhos alternativos, como se o erro não fosse uma opção. Pois bem, acabei prestando para administração (ou "o curso que todos fazem quando não sabem o que fazer"). Ah, e prestei para economia em outra faculdade. E passei nas duas. E 5 anos depois me formei nas duas. Mas, valeu a pena?

Você também pode gostar do vídeo que fiz falando sobre o sentimento de estar perdido na vida. Assista abaixo!


Pra mim, não. Quando me perguntam, sempre digo que no meu caso fazer 2 faculdades foi um exagero. Aliás, se pudesse escolher com a cabeça que tenho hoje, não tinha feito vestibular. Uma graduação de 5 anos tem tantas matérias superficiais que não vão te ajudar em nada lá na frente... pra mim, não valeu a pena. Hoje, teria escolhido algo voltado ao computador, objeto com o qual passo mais tempo, e algo prático, que pudesse ser aplicado em qualquer lugar. Teria feito um técnico de programação, um cursão de Photoshop, de edição de vídeos. Algo assim.

Pois bem, meu curso foi um erro, beleza. Mas o curso ficou no passado. Ou eu aceitava que tinha errado, ou fazia uma nova graduação. Mas nem a pau que eu faria outra graduação. Então segui a vida. Aceitei meu erro e fui pra China. E lá, depois de pensar muito, passar perrengues e viver a melhor experiência da minha vida, tomei uma decisão séria:

"Se for pra ficar 8 horas trancado num escritório todos os dias, pelas próximas décadas da minha vida, vou trabalhar com algo que eu goste."

Lá na China, no começo eu trampava com isoladores elétricos de porcelana, algo super emocionante, então não foi difícil chegar à essa conclusão na época. (Você não sabe o que é um isolador, tô ligado. Eu também não sabia.)


Como descobrir o que eu gosto de fazer
Imagina saber nomes, modelos, preços e características técnicas de cada um desses. MUITO EMPOLGANTE!

Na verdade tomei essa decisão no pior momento. Estava sem casa, morando metade do tempo de favor, metade em hostel. Estava sem trampo e meu dinheiro estava acabando. Eu morava num país onde não falava a língua (só o basicão). Moleque sem noção, como vai tomar uma decisão dessa quando você tá - e me perdoem os que não gostam de palavrões - COMPLETAMENTE FODIDO?!

Poisé. A coisa também não foi tão radical. Eu sabia da minha situação e sabia que, eventualmente, teria que aceitar qualquer emprego que aparecesse na frente. Mas tinha me demitido lá dos isoladores e tava tentando dar uma guinada positiva na minha carreira. Queria trabalhar com algo que gostasse. E do que eu gostava? Futebol e jogos. Fácil, né?

Depois de 1 mês mandando dezenas de currículos e escrevendo várias cover letters todos os dias, finalmente recebi uma ótima notícia. Não sou religioso e não acredito em destino, mas gosto de pensar que meu esforço valeu a pena. Sim, arranjei um trampo numa empresa de jogos!

Não é o trampo dos sonhos? Definitivamente não. Mas sempre que tô estressado ou desanimado no trabalho, penso: cara, estou trabalhando com jogos, literalmente jogar faz parte das minhas tarefas, não tô trabalhando com um produto pelo qual eu tenho zero de interesse. E isso já me deixa mais tranquilo.

Claro que não é o ideal. Depois disso, comecei a pensar em outras empreitadas em direção a coisas que gosto. Hoje, tenho o blog, tuíto sobre futebol em outra conta e tô me aventurando no mundo de freelancer pra não ter que trabalhar em escritório. Além disso, apesar de ainda estar na empresa de jogos, trabalho pela internet. E tá valendo a pena.

Fiz um guia completo de como começar a ser freelancer e trabalhar pela internet. Vale a pena a leitura! 

Hoje, o mundo te dá muito mais oportunidades de fazer o que gosta. Quem é que conseguia viver de videogames lá trás? Poucos. Hoje, tem moleques de 15 anos ganhando 5 dígitos por mês enquanto joga Mario.


MÃE E PATROA

Minha mãe sempre teve uns trampos que não gostava muito. Depois de mais velha, resolveu se arriscar na arte e começou a fazer mosaicos. Hoje é mosaicista, curte o que faz. Já vendeu trabalhos, participou de exposições e hoje dá até aula. A grana é sempre curtíssima, mas pergunta se ela prefere trabalhar com caquinhos de azulejo ou vender material de escritório? (SPOILER: é a primeira opção.)

Já a patroa tem uma história semelhante à minha. Pelo perrengue passado na China, começou a fazer freelas pela internet. Hoje, vive disso há mais de um ano e não troca a liberdade de trabalhar quando e de onde quiser por nada. Claro que traz insegurança, claro que tem que pegar trampos chatos de vez em quando. Mas ela gosta de liberdade. E conseguiu aliar o trabalho à essa gana por liberdade. Ah, e viver de freelance pode pagar mais que muitos daqueles empregos meia-boca que tem aí na sua cidade. Vai por mim.


CAMINHOS

Do jeito que eu vejo as coisas, a gente tem 3 caminhos pra fazer o que gosta:

a) Projeto pessoal

- Descobrir o que você gosta e tentar fazer algo próprio. Esse caminho é difícil pra caramba e com certeza exige muita força de vontade, determinação e resiliência. Mas vendo pelos casos de pessoas que conseguiram, lá na frente é o que mais vale a pena.

Joguei "empreendedores" no Google e apareceu essa imagem tosca aí. Mas eles parecem felizes.

b) Trabalho formal

- Nem todo mundo vai conseguir ter um projeto pessoal que lhe sustente, nem todo mundo tem a coragem pra tentar e nem todo mundo vai ser feliz tentando. Mas se é pra ter um trabalho formal, que seja pelo menos relacionado com algo que você gosta. Às vezes o problema não é nem o seu trabalho em si, mas com o que você trabalha. Por exemplo: se você é vendedor, por que não começar a vender algo que você gosta? Ao invés de máquinas ou peças eletrônicas, que tal trabalhar com pacotes de viagem, equipamentos esportivos ou bebidas?


c) Hobby

- Você gosta de algo que é praticamente impossível de dar dinheiro. Difícil, mas a solução talvez seja conseguir um trabalho que te propicie fazer esta coisa que você gosta como hobby. Um exemplo: fulano gosta de viajar. Embora tenha muita gente vivendo de viagens, é difícil e o fulano acha que nunca vai se sustentar com isso. Então resolve encontrar um emprego que lhe dê flexibilidade para viajar, ou que o próprio trampo envolva viagens, etc.


MAS NÃO SEI COMO DESCOBRIR O QUE EU GOSTO DE FAZER!!

Quando eu pensei sobre isso, imediatamente me vieram na cabeça as coisas que eu faço toda hora e sem ver o tempo passar. Videogame e futebol.

"Ah, eu gosto de dormir". "Ah, eu gosto de vadiar na internet".

Também não é por aí, né. Pensa mais a fundo, pô! Dificilmente você conseguirá um trampo de testador de colchões, mas a internet, por exemplo, é uma fonte inesgotável de oportunidades. O que você gosta de fazer na internet? Talvez comece por aí e você pode chegar em algum lugar. Não tô dizendo pra largar tudo e começar a escrever um blog. O doisbits não me dá um centavo e sinceramente não tenho grandes pretensões que um dia me dê. Mas tem gente que começou assim e hoje vive do que gosta. Vou dar uns exemplos mais pra baixo.

Tiwyn Lannister Bêbado
Nem todo mundo consegue viver do que gosta (no caso desse rapazinho, bebida e prostitutas)

O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS

Como falei, não sou especialista. Então, fui buscar dicas de gente que dá conselhos sobre isso. O assunto é muito amplo e pessoas têm opiniões diferentes, mas seguem os 2 que eu mais gostei:


1] Scott Dinsmore, nesse TEDx

O que vou escrever abaixo é a minha interpretação do que o cara falou. Se você manja um pouco de inglês, vale a pena assisitr o vídeo na íntegra. Ele explica 3 passos que pessoas apaixonadas pelo que fazem deram:

i. Virar um especialista em você mesmo. O que você gosta de fazer, quais são os seus valores, as experiências que você já viveu? No que você é naturalmente bom? O que você faz que quando vê, o relógio já girou loucamente? O que importa pra você? Muitas dessas perguntas são de difícil resposta, mas você tem que ter um pensamento crítico sobre a sua própria vida. O que deu certo e errado nos últimos tempos? O que você gostaria de ter feito diferente? Todas essas perguntas podem te ajudar a encontrar algo que você gosta, algo que tem significado pra você.

ii. O cara veio nadando todo torto, parecia que tinha alguma coisa errada com ele. Quando chegou na areia, duas pessoas pegaram ele e botaram o cara na sua cadeira de rodas. Ele comemorou efusivamente. Era cadeirante, não tinha o movimento das pernas, mas completou a travessia. Quantas pessoas disseram que ele não conseguiria, que morreria tentando? Depois de completar a façanha, me diz o que, na cabeça desse cara, vai parecer impossível? NADA! Ele quebrou uma barreira mental que ou nós colocamos para nós mesmos, ou outros colocam, de que algo não dá pra fazer. Ninguém tá falando pra você ser um atleta olímpico, mas sim tentar constantemente quebrar seus próprios limites. Forçar um pouco e ir além do que você consegue. Isso muda a nossa mente de forma a aceitar mais desafios, a ter menos medo, a arriscar e confiar que as coisas não são impossíveis.

iii. "Você é a média das 5 pessoas com quem mais convive" - Jim Rohn. As pessoas à sua volta importam, o ambiente em que você está imerso é tudo. Até por isso de vez em quando comento no twitter pra galera parar de seguir aqueles @s que só botam frases negativas o dia inteiro, que fazem você pensar que sua vida é uma merda. Se você quer começar a fazer o que gosta, prefere se cercar de 20 pessoas que ficam falando besteira toda hora e pessoas que não fazem nada de diferente na vida, ou 20 pessoas que já estão fazendo o que gostam, que são bem sucedidas nisso e que podem te ensinar alguma coisa?

Boas ou más companias. A escolha é sua. Fonte da imagem.

2] Alain de Botton, nesse TEDx

"Uma das coisas mais interessantes sobre sucesso é que pensamos saber o que significa. Muitas vezes nossas ideias do que seria o sucesso não são nossas. Elas vêm de outras pessoas. Nós também retiramos essas ideias de propagandas, da TV, etc. Essas são forças que definem o que queremos e como nós vemos nós mesmos. Meu argumento não é de que devemos abandonar nossas ideias de sucesso, mas sim garantir que elas são nossas próprias ideias. Devemos garantir que somos nós os donos delas, que somos nós os autores das nossas próprias ambições. Já é ruim não conseguir o que você quer, agora imagina pensar que sabe o que você quer e, lá na frente, descobrir que não era bem aquilo."

Muito interessante. Sucesso pra você é o que? Dinheiro, fama? A sociedade em geral passa a mensagem que sim. Pra mim, a questão é mais buscar a felicidade, mesmo passando apuros financeiros. O que é o sucesso pra você?



CASOS DE SUCESSO QUE EU CURTO


1] Casal do "Nômades Digitais"

Como já explicaram bem a história deles, não vou escrever nada. Vou copiar um trecho lá do site dos caras:

"Eu (Jaque Barbosa) era professora de inglês e o Eme Viegas publicitário nas maiores agências de São Paulo. Ambos tínhamos trabalhos bacanas, com salários decentes, e uma projeção de crescimento profissional clara. Tínhamos basicamente que continuar a fazer o que fazíamos, para que cada dia mais tivéssemos cargos melhores, uma carreira promissora e uma aposentadoria garantida. Ainda sim, tínhamos um buraco no peito. Uma estranha sensação de desperdício e de estar perdendo algo tomava conta da gente a cada dia. No começo, tentamos ignorá-la, deixar para lá, seguir o caminho mais fácil. Mas se é preciso coragem para realizar seus sonhos, é preciso coragem talvez até maior para permanecer estático e ignorar os chamados da vida que te cutucam toda vez que você percebe que não está fazendo o melhor que poderia fazer com ela. Nossa vida era ótima, tirando o fato de que o melhor dela acontecia nos intervalos. Os momentos nos quais nos sentíamos verdadeiramente vivos e inspirados eram aqueles que aconteciam depois do expediente. Nos fins de semana. Nos feriados. Nas férias. Foi então que concluímos que a vida era curta demais para ser feliz somente nos intervalos. A gente queria ser feliz por inteiro.
Juntamos um pouco de dinheiro, pedimos demissão, e mergulhamos de cabeça em projetos pessoais nos quais acreditávamos de verdade. Assim nasceu o “Casal Sem Vergonha“, que hoje é o maior site brasileiro focado em relacionamentos, e o “Hypeness“, o primeiro e maior site do Brasil com foco em inovação e criatividade. Claro que ambos os projetos não conquistaram juntos 7,5 milhões de visitantes por mês do nada. Foi preciso muita perseverança, trabalho duro e determinação para fazer acontecer. E, principalmente foi preciso coragem de largar a trilha já traçada por outras pessoas, para abrir a nossa no facão, enfrentando todos os perigos de um terreno inexplorado, mas também colhendo frutos que a maioria das pessoas não consegue colher."

Texto original, na íntegra, aqui.


Nômade digital
Viajar e trabalhar ao mesmo tempo é possível. Veja como eu consegui. Imagem: lfb.org


2] BRKsEdu

Gosto de jogos e por isso comecei a assistir vídeos desse rapaz. Em síntese, ele joga videogame, grava as jogatinas e bota no seu canal do YouTube pra galera assistir. Expliquei porque tem gente que não tá muito ligado, mas a maioria dos que estão lendo esse post até aqui já devem conhecer vários canais assim.

A história dele é bem inspiradora. Ele tinha um emprego que não gostava e passava seu tempo livre jogando muito videogame. Pensou: por que não gravar e botar na internet? Como um método de descontração mesmo, como um hobby. Não tinha muitas pretensões com isso. E foi o que o cara fez. A caminhada do Edu foi longa e trabalhosa, mas ele se tornou bom no que faz e hoje o brother vive disso. Aliás, foi um dos primeiros a fazer isso e ajudou a abrir caminho pra tantos outros que, hoje, vivem de vídeos na internet.



VOU LÁ FAZER O QUE GOSTO AGORA!

Como sempre, vou dar um banho de água fria deixando bem claro: não é fácil descobrir o que você gosta de fazer. E se você descobrir com facilidade, provavelmente não será fácil converter isso em algo pra sua vida, principalmente em termos de trabalho e dinheiro. Alguns dirão que "fazer o que gosta é papo furado". Mas se você acha que vai te fazer mais feliz, tem que tentar.

Comece alguma coisa. Tenha projetos pessoais, tente. Se falhar, tente outra coisa. E vai tentando. Vai que algum dia seu projeto não dá certo e você passa a viver do que gosta? E se os projetos pessoais não derem certo, tente se aproximar de algo que você curta. Não necessariamente você precisa mudar o que faz, mas de repente pode trabalhar com um produto que goste mais, numa uma empresa com a qual você se identifica. Foi o que eu fiz e, pra mim, tem funcionado.

O que não dá é pra passar as nossas vidas fazendo algo que a gente não se importa, que não significa nada pra gente. Fazer o que os outros mandam ou sugerem. Pensar criticamente sobre o que é importante pra você, o que te faz se sentir mais vivo: esse é o caminho.




Se você leu até aqui, me conta a sua história? Faz o que gosta ou gostaria de mudar? Conhece casos de gente que faz o que ama? Blogar só é legal com a interação de quem lê, caso contrário parece que eu tô falando com a parede. Comenta aí ou fala comigo no twitter! ;)


91 comentários:

  1. Parabéns excelente texto, realmente geralmente temos uma visão de sucesso ligada a dinheiro, só que na verdade nada é mais valioso que a liberdade.

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    1. Verdade, Carlos. Obrigado por comentar! ;))

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    2. Pedro eu moro numa Vila onde n tenho muito como fazer o que gosto crescer como negócio aqui porque a Vila é muito limitada os trabalhos que tem aqui vai de pedrero a trabalhar na praia de garçom como que no local que estou posso tornar oque gosto de fazer uma profisão

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    3. Complicada a sua situação. Não sei se seria possível para você, mas já considerou mudar para uma cidade maior?

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  2. Texto inspirador, Pedro. Adorei! Já li outros dentro dessa mesma temática e nunca me canso.

    Tenho duas coisas pra comentar a respeito:

    1) No início da faculdade, achava que felicidade = ter bastante dinheiro pra comprar tudo o que quisesse, além de uma casa própria, casa na praia, um bom carro e a possibilidade de viajar nas férias de fim de ano. E estava disposta a estudar e trabalhar duro pra isso. Felizmente, com o passar dos anos e com experiências que tive, vi que não era bem assim. Hoje, pra mim, felicidade significa ter tempo para fazer o que gosto, ter a liberdade de estar onde eu quero em qualquer época do ano e, como você destacou bastante, trabalhar com coisas que eu goste.

    2) Muita gente pode até não saber o que gosta de fazer (em termos de trabalho), mas eu aposto que eles sabem o que NÃO gostam. Se todos os dias você fica contando as horas para poder ir embora do trabalho ou acorda feliz da vida às sextas-feiras só de lembrar que vai ter dois dias inteirinhos pra fazer o que gosta, tem algo de errado por aí. Viver assim é muito triste e é um desperdício da vida. O único jeito de mudar isso é tentando alternativas, como esse texto bem sugeriu várias.

    Obrigada por compartilhar mais esse texto, que nos faz refletir sobre a vida de forma inteligente e bem humorada. Abraços e até o próximo post!

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    1. Esse comentário foi o completemento perfeito para o post. Falou coisas que não consegui expressar no texto, muito obrigado! ;)

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  3. Estou em ano de vestibular, e o medo às vezes tenta me consumir... mas sabe, nunca é tarde para recomeçar, logo, se não der certo de cara sei que terei força e o apoio da minha família! É realmente muito complicado estar nessa época, não sabe ao certo onde vai passar, coisas que vai enfrentar muito menos onde isso vai dar, mas se não dermos o primeiro passo, nunca saberemos!
    Seus textos são excelentes, parabéns!

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    1. O ideal é acertar de primeira, mas isso é raro. Não há porque termos medo de errar. Se for necessário, depois altera-se o curso. É a coisa mais natural do mundo. Seria bom se eu soubesse disso na época do vestiba. Boa sorte e pô, muito obrigado pelo comentário e o elogio! ;))

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  4. Amei o texto, deveria ter lido aos 18 anos! Vou contar minha história só pela necessidade do desabafo. Passei por um santo perrengue no ensino médio pra me decidir e acabei sendo vítima da precipitação. Iniciei Letras por achar ser uma soma de tudo o que eu amava, mas acabei desistindo ao descobrir que lecionar não era o certo para o momento (o que inclui baixa remuneração e ambiente em sala de aula). Isso gerou uma grande pressão nos meus estudos. Passei a odiar as aulas e acabei repetindo um semestre por faltas em todas as matérias. Tranquei o curso e nunca mais voltei. E fui muito feliz com isso. Hoje trabalho com educação, mas na área administrativa. Tenho meu salário, as contas pagas e as pessoas são ótimas. Está longe de ser o meu sonho, mas procurei um meio de conciliar tudo, pra não cair num limbo de tristeza. Permaneço atrás do sonho de vender minhas artes, mas ainda tem muito chão pra caminhar.

    Uma triste realidade são as cobranças. Meus pais me apoiaram porque viram como eu estava sofrendo com a situação, mas dói ouvir que eu desperdicei anos, que eu deveria ter me formado.

    O que pode ajudar muito as pessoas é entender que essa deve ser uma decisão inteiramente "egoísta". Tem que parar pra pensar no que é bom pra si. E saber que tropeçar faz parte da vida.

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    1. "Tropeçar faz parte da vida". Perfeito, Luma. Errar é normal, mesmo os que te criticam com certeza fizeram escolhas erradas na vida. E é fácil criticar olhando pra trás, pro que já aconteceu, mas na hora que aconteceu decisões tinham que ser tomadas, e aí acertamos e erramos. Natural. Legal que você tenha conseguido conciliar melhor os seus gostos com o seu trabalho. E boa sorte com tua arte! Obrigado por comentar! ;)

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  5. Muito bom o seu texto, fiz administração como você falou geralmente o curso quando alguém não sabe o que fazer escolhe...risos, trabalhei e fiz estágios em financeiras e bancos e na verdade nunca gostei de empurrar empréstimos, fazer cobranças, vendas, metas e terrorismo de todo mês de ser mandado embora , então resolvi estudar para concursos pela questão da estabilidade e poder trabalhar em algo melhor. Passei em um concurso para administrador em uma Universidade, ganho razoavelmente bem e até gosto do que faço o ambiente de trabalho é bom mas, falta algo. Também adoro jogar video game e Poker, tirar fotos, estou pensando em um maneira ou descobrir outras coisas de que gosto para me dedicar mais.

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    1. Esses dias estava passando na rua de bicicleta e ouvi duas moças conversando exatamente sobre a pressão que as metas colocam nas costas delas. Realmente não deve ser fácil, principalmente se você tiver que fazer algo que não concorda muito, como empurrar produtos financeiros. Maravilha que você achou algo que gosta mais. Ganhar dinheiro com videogame, fotografia ou outros hobbies nossos é o sonho de muitos, mas há cada vez mais oportunidades nesses ramos. Acho que devagarinho é possível ir explorando e de repente preparar uma possível mudança de carreira no futuro. Obrigado por comentar por aqui! ;)

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  6. Gostei muito do seu texto. Gostaria de compartilhar minha história:
    Eu comecei a estudar muito cedo fazendo cursos profissionalizantes e trabalhando na área de eletrônica, me formei técnico e arrumei um ótimo emprego em concurso onde sou bem remunerado. Mas com o tempo perdi totalmente o interesse no que faço. Consegui uma bolsa e comecei a faculdade na área de Engenharia Ambiental e já estou no ultimo ano, mas também não me vejo trabalhando com isso. Ainda não consegui descobri o que gosto de fazer e isso é frustrante, começo projetos que não saem do superficial. Tem dias que é bem difícil levantar da cama.
    Seu texto me deu mais um fôlego para continuar na busca de algo que eu goste de fazer, Obrigado.

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    1. Creio que é normal tropeçarmos bastante antes de encontrarmos algo que queremos. A verdade é dura, mas tem gente que passa a vida toda sem encontrar. O importante é não desistir e lembrar sempre que a vida foi feita para ser aproveitada, não para ser aguentada. Por isso, te desejo toda a sorte na sua busca, de verdade! E eu é que agradeço, muito obrigado pelo seu comentário!

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  7. Parabéns Pedro, olha que eu não sou muito de ler, mais este texo me deixou curiosa e me chamou a atenção,
    Estou num momento em que não sei o que fazer, muitas dúvidas sem trabalhar no momento e a procura de cursos.
    Lendo seu texto me fez ver que tenho que pensar bem ante de começar qualquer curso, ver realmente o que quero pra mim obrigada.
    Walkiria

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    1. Muito obrigado pelo seu comentário, Walkiria! E boa sorte definindo o seu próximo caminho!

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  8. Foi muito bom encontrar seu artigo e ver que há outras pessoas que passam pela dificuldade de saber do que gostam... Devido a problema de doença na família e minhas próprias inabilidades, perdí o contato comigo mesmo e NÃO FAÇO IDÉIA do que gosto, do que realmente gosto de fazer... Aprendí a gostar do meu emprego, esse não é o problema, mas sim o que fazer com meu tempo livre. Sei que talvez pareça patético alguém que não sabe o que o diverte, mas essa é minha realidade atual. Já me falaram que para esta descoberta, só experimentando... E é isso que estou iniciando agora... A busca por um hobby, um trabalho manual artístico ou algo assim....

    Ter lido seu artigo, não respondeu minhas dúvidas (nem poderia), mas me deu uma sensação de alívio, de que, em algum momento, todo mundo se encontra perdido de alguma forma.. E me deu forças também para aguentar as sugestões dos familiares. :-)

    Enquanto trabalho nisso, vou pensando também em como recriar um círculo de amigos... Essa eu comecei seguindo sua sugestão... Te adicionei no twitter... rsrsrsrs

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    1. Muito legal ler seu comentário, Jack. De fato todo mundo fica perdido às vezes e tem mais: esse post aqui é DISPARADO o mais lido aqui do site, muita gente chega nele pelo Google, então dá pra ter uma noção de que a galera realmente tem dificuldade em descobrir o que gosta de fazer. Não é só você não. De qualquer forma, espero que sua experimentação lhe ajude a encontrar algo! :)

      Valeu por me seguir no twitter, tô quase sempre por lá se você quiser trocar uma ideia. Valeu por passar por aqui, grande abraço! ;)

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  9. Ótimo texto, casos e vídeo mas e se eu dissesse para você que me sinto perdida a 15 anos. Que minha fase de transição não passou??

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    1. Claro que não sei nada sobre o seu caso, mas talvez seja bom experimentar coisas novas. Fazer aulas de coisas que nunca pensou em fazer, estudar alguns assuntos que nunca teve contato.. às vezes algo totalmente inesperado acaba trazendo uma empolgação que não encontrávamos em outras coisas. Também vale a pena pensar naquilo que te faz bem. O que você faz que te deixa alegre? O que você faz que te deixa com um sentimento de ter realizado algo bom? Sei que falando assim pode parecer que estou tentando tornar fácil algo que na verdade é difícil, mas espero ter conseguido ajudar um pouco. Se quiser bater papo estou no twitter :)

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  10. Eu sou formada em Biologia. Fiz a faculdade pq gostava de brincar com aquelas letrinhas de genética (Aa x AA) �� nem comento...
    Mas até que foi legal a faculdade. A gente abria bicho, enfiava no meio do mato, mexia no microscópio, etc. Eu me sentia a mais brilhante cientista!
    Terminei a faculdade e já fui direto pro mestrado. Em genética. Só que lá não tinha nada de letrinhas ��. Era legal estudar, mas meu projeto era ruim demais. Só não era pior que meu orientador. Quando acabei, eu sabia que aquilo não era pra mim. Doutorado jamais.
    Aí fui procurar emprego. Onde eu moro, não tem opção. Caí na sala de aula. Nossa... que doideira. Tinha dia que eu achava que até podia gostar da profissão, mas, de forma geral, eu me sentia frustrada e perdida. Os alunos me tratavam sem respeito. Eu perdi minha auto estima num daqueles apagadores cheios de pó de giz.
    Agora consegui sair da escola e até acho que tenho auto estima novo. To me sentindo até um pouco inteligente. Trabalho elaborando questões de prova. Eles me pagam bem. Mas gasto quase 11 horas de cada dia da minha vida pra fazer isso.Não tem nem um mês que tô lá e já to pensando na vida de novo.
    Como se não bastasse, fiz um concurso pra bombeiro. (Oi?) E não sei se vou ou se fico...
    Sério, tem horas que nem eu tenho paciência comigo.
    Gosto de música. É algo sem o qual eu não passo muito tempo. Preciso tocar, cantar, fazer barulho com uma certa frequência. Mas tbm não estudei música. Toco de ouvido. Eu tocava numa banda de música católica. Mas agora nem sei se acredito em Deus. Kkkk
    Aí to assim. Sei que ninguém lê isso, pq ninguém lê uma história tão grande, sendo tão curta. Mas foi bom desabafar comigo mesma. Bjo tchau

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    1. Nem sei quem você é, mas já que relatei meu caso aqui (alí em cima, ó) e sei muito bem como dói, incomoda e etc se sentir assim, queria que soubesse que eu LÍ ATÉ O FIM.... Se isso importa para você, pronto. Eu lí. Senti compaixão e me identifiquei.
      Também adoro música, mas não toco nenhum instrumento, apenas canto (e não devo ser lá essas coisas)... Acredito em Deus (ainda) e tento entregar o máximo possível, mas a angústia é grande.

      Enfim, te desejo paz. Sucesso em sua busca. Não desista... Acredito firmemente que um dia teremos uma resposta, um caminho que nos dê maior satisfação. Fica em paz, nobre ser humano!!!

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    2. Eu nem imagino como deve ser para você olhar para frente e ver um futuro que você não quer seguir. Mas as nossas escolhas do passado nem sempre precisam determinar o futuro. Sempre há tempo para recomeçar se isso significar que a vida vai melhorar de alguma maneira. É difícil abandonar uma graduação, um mestrado e uma carreira, mas talvez você possa sim pensar em tomar outros rumos. Você falou sobre o concurso para bombeiros e eu simplesmente não vejo nenhum motivo para fazer graça disso. Você tentou algo diferente e se passar, pode gostar do trabalho e ser mais feliz. Por que não? Só porque você tomou decisões erradas no passado não significa que não possa arriscar no presente, tentando tomar decisões melhores. Dar conselhos sem conhecer a pessoa é sempre complicado, mas eu aconselharia você a continuar tentando. Quem sabe bombeiros, quem sabe música ou algo que você nem imagina. O que não me parece uma boa ideia é seguir fazendo algo que você já se cansou depois de 1 mês ou que suga sua autoestima.

      Pode ter certeza que eu vou ler qualquer coisa que você colocar por aqui, obrigado por compartilhar a sua história.

      E ao Jack DpRt, um agradecimento gigante por dar uma atenção à nossa discussão e por demonstrar apoio. Nosso mundo de hoje carece de interações assim. Abraço aos dois!

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    3. Eu lí sua historia ate fim! Mim vii nela

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  11. Bem, tenho 16 anos e ainda to naquela bosta de fase onde o que eu gosto pode mudar e eu vou me fu*** pro resto da vida, mas enfim, eu curto alguns esportes como basquete e voleibol, curto música e adoro cantar, mas canto mal pra caramba e não sou bom compositor ( eu acho); sou 100% de exatas mas humanas, sociólogas (não sei se existe isso), biológicas e principalmente exatas (de novo) me chamam a atenção, porém eu penso de uma maneira que eu considero um tanto que diferente da maioria das pessoas pelo menos de minha idade; não suporto rotina e lugares fechados queria uma trampo onde tivessem coisas diferentes constantemente, gostaria de trabalhar fazendo algo que me deixasse livre, mas não tenho ideia do que fazer, fui recentemente em uma feira de cursos e gostei basicamente de tudo que vi lá, mas não quero ser só mais um na corrida de ratos onde o queijo está sempre se distanciado conforme mais rápido corro.
    Eu quero poder aproveitar a vida a final só se vive uma vez não é? Não consigo pensar direito em nada concreto porque pelo que creio eu tenha dado para perceber, começo pensando em uma coisa e acabo pensando em em coisas totalmente diferentes. Poha falei falei e não disse nada. Vou postar assim mesmo pq nunca fui tão longe nesse mesmo assunto. Vlw as dicas cara e adorei seu post ✌ ( se é que é assim que se chama).

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    1. Porra Ivan, queria eu ter tido a sua lucidez aos 16 anos. Várias das coisas que você falou eu só fui me dar conta quando tinha meus 20, 22. Quanto a "se fuder pro resto da vida", não se desespere. Sempre é tempo de mudar, sempre. Se você tomar uma decisão errada, depois tome uma certa que ajude você a corrigir o percurso. É muito raro você encontrar alguém que acertou logo de cara. Outra questão é aproveitar essa sua mente aberta para explorar oportunidades diferentes do comum. Tenho uma pessoa na família, por exemplo, que preocupava a todos de tão mal que ia na escola. Cresceu e se encontrou rapidamente, virando tatuadora profissional - e é muito mais feliz do que a maioria dos que a criticavam. Outra pedida pode ser buscar trabalhar online, sem se preocupar tanto com rotinas, horários, ordens, hierarquia. Tenho um artigo sobre isso se tiveres interesse em dar uma lida. E qualquer coisa passa por aqui de novo pra trocar ideia! Boa sorte ;))

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  12. Bem, minha história até que é bem tranquila. Tenho 18 anos e to cursando por experiência um curso de TI numa instituição pública aqui da cidade, to curtindo e tdo, mas ao mesmo tempo estou estudando pro vestibular da federal na capital aqui do meu estado ... E uma coisa que percebi desde o meu ensino médio e que se tornou muito mais clara, agora que estou estudando por conta, é que eu gosto muito de várias áreas, amo aprender, estudar, obter novos conhecimentos... E esse vem sendo o meu maior problema pra fazer essa escolha profissional. Sinto que gosto de estudar muitas coisas, porém não sei se o trabalho em si iria me agradar. Descobrir o que eu realmente gosto e gostaria de fazer no futuro ta sendo bem embaçado, mas tenho apoio da minha família, então nem posso reclamar... Enfim, ainda to nessa de descobrir o que vou fazer da minha vida, mas teu texto foi bem inspirador!! Continua com o blog foda, valeu, falou, nois.

    PS:chorei de rir no,"Joguei empreendedores no Google e apareceu essa imagem tosca aí. Mas eles parecem felizes."uahsuhsuahsa.

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    1. Muito interessante o teu caso, porque acho que a maioria das pessoas tem o problema contrário: não gosta de fazer quase nada. Sem dúvidas gostar de um monte de coisas pode deixar a cabeça confusa, mas acho que a chave é sempre lembrar de que não importa o que aconteça, no futuro é possível alterar o rumo. Claro que ninguém gosta de perder tempo, mas é fundamental entender que as decisões que tomamos não precisam ser rígidas e eternas. Fez uma coisa, não gostou? Faz outra e bola pra frente. Gosto de pensar assim :)

      E obrigado pelo comentário, pelo elogio ao blog e por falar sobre a parte em que você chorou de rir... é sempre bom saber o que as pessoas gostam ou não num post :D Vlw, flw, nóis.

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  13. Gostei muito.. parabéns pela sua conquista.. eu ainda estou tentando me descobrir na vida.

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    1. Muito obrigado, Regiane! Toda a sorte pra você!

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  14. Meu nome é Saleh, tenho 18 anos, faço tecnico em química e trabalho em uma multinacional, gostei muito do post!
    Apesar de ter boas chances de crecimento hoje, percebo que mudei muito minha cabeça e cada vez mais venho me desanimando com a rotina que levo pois, não é mais tão excitante quanto antes. Estou nessa luta contra o certo, e o duvidoso dentro de mim, e confesso que não vem sido nada facil!
    Espero poder chegar aonde estes exemplos de pessoas chegaram!
    Abraço!

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    1. Oi Saleh! Obrigado por comentar aqui. É normal ter esse tipo de dúvida, principalmente numa fase em que o amadurecimento é rápido. Leve o tempo que for necessário pra pensar bem no que fazer e depois tome a sua decisão. Decidir muitas vezes é difícil, mas é parte fundamental da vida. Te desejo o melhor! Abraço!

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    2. Tbm faço técnico em química e tô nessa de não saber o que fazer depois

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  15. Obrigada por esse texto! Bom saber que nãoe stou só.

    Estou em busca do que gosto de fazer, esta dificil de achar.
    Mas não da mais, sou mulher me formei em engenharia mecanica, trabalho numa empresa maravilhosa, salario excelente mas sou muito infeliz nessa profissão que não tem NAAADA a ver cmg. Na época escolhi pq n sabia o q gostava e estava com uma area boa, emprego e salario bom. Infelizmente o Brasil não da mta oportunidade pra afzer o que vc gosta. Estou a 5 anos trabalhando nisso e cada dia é um dia a menos na minha vida. É assim que eu vejo. E NINGUÉM te da apoio pra buscar ser feliz. "Vc esta num emprego bom, epoca de crise, tem ue traBALHAR!!" Não fiz pos, mestrdo etc, pq simplesmente não tenho vontade de estudar isso. Quero ficar escondida no meu canto. É tenso.
    Gosto de artes! Sempre tive aptidão pra isso... enfim.. já é um caminho!

    Ri mto dos isoladores elétricos pq tbm vivo algo parecido né.. Eng. Mecanica..Tração, tensão, material.. Emocionante!!!!! pessoas chatas... dane-seee tudooooo auhahuauhauh
    Enfim me identifiquei com sua partilha!

    OBRIGADAAAAA.

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    1. hahaha que legal o seu relato! Olha, por um lado tem a estabilidade financeira, mas do que adianta o dinheiro se cada dia que passa é um dia perdido? Não conheço sua situação a fundo, mas se me permite dar um pitaco acho que você poderia juntar uma grana e já ir pensando em trocar de área. Talvez se matricular em um curso de algo que você goste. Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas o objetivo da vida não pode ser juntar dinheiro. Dinheiro é só um meio de facilitar a vida e facilitar nosso acesso a coisas que gostamos, mas não adianta nada se nos sentimos infelizes por dentro. Espero que consigas achar o teu caminho e principalmente que tenhas força pra tomar atitudes difíceis sob uma enxurrada de críticas de amigos, família e sociedade. De coração, boa sorte! E obrigado por comentar aqui! :)))

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  16. Ola! Obrigada pelo reply. Olha vc me trouxe outro novo questionamento rsrs Que o objetivo não é juntar dinheiro. Pq ultimamente estou juntando dinheiro eternamente. Porém sem tempo e coragem para usar esse dinehiro para me dedicar em cosias que eu gosto.
    Gostei dos seus comentário.

    Obrigada por ler meu relato!

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    1. Que bom que gostou! Eu é que agradeço por você passar aqui ;)

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  17. Olá parceiro!! Gostei muito do texto, deu pra dar uma iluminada em muitas ideias que tenho aqui comigo. Tenho 20 anos, e estou fazendo faculdade na área de humanas, por uma decisão que eu tomei juntamente com a ajuda de minha mãe, que me auxiliou muito nesse processo. Porém, ainda sinto que não estou plenamente decidido da escolha que eu fiz 2 anos atrás. Sempre bate em mim algumas dúvidas, do tipo: "será que eu gosto mesmo desse curso?", "Será que vale a pena terminar esse curso?". Eu passei no mesmo ano que prestei vestibular - graças a Deus e também ao meu esforço, sem querer me gabar - e achava que ia amar meu curso. N

    Na verdade, parece uma relação de amor e ódio. Tem vezes que eu fico super contente em estar estudando as coisas das aulas, fico feliz quando compreendo o assunto, porém outras vezes fico chateado, triste, entediado e tals...

    Percebo que faltou um processo nessa decisão: a informação. Eu busquei algumas informações, mas creio eu não foram suficientes. Preciso buscar mais para me discernir plenamente.

    No mais, é isso, cara. Agradeço novamente pela postagem e pela atenção. Abraços !!

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    1. Legal a sua história, Gabriel. Quando se está em cima do muro é complicado. Ainda que tomar decisões difíceis muitas vezes seja necessário (tipo abandonar o curso), em muitos outros casos tomar decisões precipitadas pode ser prejudicial. Acho que vale dar tempo ao tempo e ver o que acontece. Conheço gente que trancou a faculdade por 1 semestre e acabou descobrindo que o problema não era o curso, mas sim o cansaço. Talvez seja uma boa alternativa também.

      Boa sorte e obrigado por comentar aqui! Abraço!

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  18. Adorei o texto e me identifiquei muito!
    Quando terminei o ensino médio,não estava nem aí pra essa coisa de vestibular rs.O que eu queria era ficar um ou dois anos longe dos estudos,só descansando e "tentando me encontrar".Quanta besteira né?!Estava só começando a vida já querendo ter um descanso dela!
    Terminei o ensino médio em 2006,entrei em um curso de inglês e não terminei.Curso de informática e não terminei.Anos depois,curso de Segurança do Trabalho que terminei,mas nem fui buscar certificado rs! Virei uma pessoa que não termina as coisas.
    Esse ano fiz um curso de administração que por milagre do destino terminei.Entrei para faculdade de Letras(EU VOU TERMINAR,TA) e estou estagiando.
    Tenho certeza que não faco o que gosto,simplesmente por não saber o que eu gosto!Como descobre isso e se tem certeza da sua descoberta?Enquanto não se descobre fazemos o que da vida?
    Meu maior medo é me tornar uma pessoa triste e frustrada por ter feito de tudo na vida,menos o que me fazia feliz, por pura falta de conhecimento próprio.

    Obrigada

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    1. Realmente não é fácil, Giselle. Eu começaria nas coisas mais simples de todas. O que você gosta de fazer como hobby? O que você faz e não vê o tempo passar? Muitas vezes a resposta é tão óbvia que sequer consideramos como uma possibilidade profissional, mas hoje em dia dá pra trampar com praticamente qualquer assunto.

      Outra opção é fazer um esforço consciente para experimentar coisas novas. Só como um exemplo, eu passei a gostar bastante de fotografia e vídeo depois que criei meu canalzinho no YouTube. Não que eu seja muito bom nessas coisas, mas antes de experimentá-las eu nem sabia que gostava. De repente tentando um monte de coisas uma hora você acha algo que nem sabia que gostava.

      Espero que tenhas sucesso na tua busca! Obrigado por passar aqui!

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  19. Já que vc faz questão, vou contar minha história no momento: desde o ensino médio eu sabia que queria cursar arquitetura, não tinha duvidas, até tinha certa habilidade pra isso. Cursei arquitetura por 4 anos, sempre gostei do que fazia, fazia por amor mesmo, sonhava com o dia da minha formatura etc. Só que um belo dia lendo um texto sobre carreira, falando sobre se a pessoa está na carreira certa ou não, pela primeira vez eu balancei. Me perguntei se eu realmente estava fazendo o curso certo. Balancei pois sei que adoro ajudar as pessoas, é uma coisa que eu faria mesmo que fosse de graça, então isso me deixou muito confusa, logo a mim que sempre gostei do que fazia, imagina minha cabeça como ficou?! Daí em seguida eu perdi o interesse por arquitetura, não consigo mais me imaginar trabalhando nisso, não sei como voltar as aulas, não tenho mais vontade. A única área que me gera interesse é psicologia, algumas pessoas até já falaram que eu levaria jeito. Logo, me encontro nessa dúvida ultimamente, mas as férias estão acabando e preciso me encaminhar pra algum lugar, então penso em fazer psicologia, mas ainda estou analisando.

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    1. Oi Anna! Obrigado por contar tua história. Fazer uma transição nesse momento é sempre complicado. Sei porque eu mesmo no final da faculdade já não queria o meu curso, mas terminei só por terminar. A grande questão é que não podemos confiar que nosso futuro seja baseado em decisões que tomamos lá trás. As circunstâncias mudam e, principalmente, a gente muda. Então não vale muito a pena deixar que uma decisão feita no passado, que pode ter sido até certa na época mas não é mais certa hoje, nos prejudique no futuro. Creio que sempre há tempo pra mudar. Espero que consigas encontrar teu caminho. Boa sorte!

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  20. Bom dia!
    Adorei o texto!
    Cursei Direito, formei em 2012, antes de formar já tinha passado na OAB, mesmo sem pensar em advogar. Na epoca, estudava para concursos, ou fingia que estudava. Em 2014, mudei de cidade e surgiu uma oportunidade para advogar e aqui estou até hoje. O salario é desmotivador, a rotina é puxada e muito chata. Advogar é otimo, para quem gosta. E não é o meu caso.
    Mas preciso pagar as contas de casa e, enquanto nao descubro o que realmente quero fazer da vida, no auge dos meus 30 anos, continuo nessa semi-vida, arrastando os dias e os anos, com a sensação de que estou presa numa realidade virtual da qual nao consigo mais sair.

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    1. Poxa, que situação chata. Deve ser muito difícil. Também me formei em 2012 e também olho para trás sabendo que fiz o curso errado. Creio que sempre é tempo pra mudar. Não porque é fácil, mas porque não podemos deixar que uma decisão feita errada há muitos anos atrás impeça a gente de progredir hoje, estanque nossa felicidade no futuro. Espero que encontres uma solução!

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  21. Ótimo texto!
    Eu tenho 17 anos, e tô naquela fase em que acabei o ensino médio, não tenho emprego, não entrei em nenhuma faculdade, no meio de uma crise existencial, haha
    Fiz curso técnico de moda junto com o ensino médio, e no meio do curso percebi que não é isso que eu queria. Então decidi estudar arquitetura, porque junta um pouco de tudo que eu gosto, mas de uns tempos pra cá, não estou muito animada com a ideia de começar esse curso. Acontece que tudo que eu amo, tudo que eu acho que pode ser o que eu quero fazer pro resto da vida, nada disso eu sou boa o bastante pra dar certo, sabe? Eu amo o mundo criativo, arte, música, cinema, youtube, criação de conteúdo artístico no geral, mas não tenho muito o que é essencial pra isso: criatividade.
    Eu sou mais ou menos boa em algumas coisas, sou médio-boa em trabalhos manuais, canto razoavelmente bem, mas a habilidade que eu tenho nessas coisas não são o suficiente pra eu subir na vida, ter sucesso, sei lá...
    Se me perguntarem qual o meu sonho, eu não vou saber responder, se me perguntarem.como eu me vejo daqui a 10 anos, também não sei responder.
    Tenho um desejo meio escondido a uns bons anos de ter um canal no Youtube, vendo as pessoas que eu acompanho gostando do que fazem, sendo recompensados, e tendo essa liberdade, parece tão legal todo esse controle pelo que fazem, esse desejo de continuar, e isso parece tão ideal pra mim... Adoro artes manuais, adoro música, porquê não juntar os dois e fazer um negócio legal? Mas não tenho o que acredito que seja o necessário pra esse "pequeno desejo inrustido", não sou comunicativa, não tenho criatividade pra inovação, enfim. Na verdade estou meio perdida com.o que eu quero, em conflito entre o que eu amo e o que eu acho que sou boa, o que eu quero fazer.
    Acho que nunca escrevi tanto na minha vida hahaha mas valeu o dedabafo.

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    1. Essa tua fase é complicada mesmo. Depois do ensino médio é a primeira vez que o nosso caminho não é previamente traçado, que temos que começar a fazer escolhas difíceis.

      Parece que gostas de muita coisa ao mesmo tempo - e isso nos deixa perdidos! Uma coisa importante é entender que nós não somos bons o suficientes para julgar nossos próprios trabalhos. Nossa visão geralmente conhece com profundidade todas as nossas falhas, o que afeta o nosso julgamento. O que outras pessoas dizem sobre o que você faz, sobre tua arte, teu canto? Outra questão é que você não precisa ser boa logo de cara. Olha, são poucas as pessoas que nascem com um talento especial. Muita gente boa desenvolveu as habilidades durante a vida. Tem gente que faz aula de canto durante anos para desenvolver a técnica. Em outras palavras, você não precisa encantar todo mundo com um canto maravilhoso agora, por exemplo. Pode melhorar com o tempo.

      Em relação ao YouTube, realmente parece uma vida maravilhosa quando a gente olha quem faz sucesso por lá. É difícil pra caramba e talvez você não tenha o necessário para se dar bem, é fato. Mas se você tem tempo e vontade, por que não tentar? É aquele famoso clichê: você só vai saber se tentar.

      Espero que consigas encontrar teu caminho em breve. As coisas podem parecer turbulentas agora, mas uma hora tudo se endireita. Boa sorte! ;)

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  22. Amei esse texto , estou com quase trinta anos e realmente descobri que preciso de liberdade , que trabalhar num escritório 8 horas por dia não é para mim.Estou naquela fase que preciso descobrir o meu talento e fazer o que amo, pois isso está acabando comigo.
    Parabéns pela sua coragem!

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    1. Acho que isso bate em todos nós uma hora ou outra. Espero que consigas deixar para trás o que precisa ser deixado para trás e encontrar um novo caminho. Obrigado pelo comentário e boa sorte!

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  23. Na verdade não sei como vim parar aqui, não sou muito de ler textos na internet mas me chamou muito atenção e queria agradecer ao seu trabalho vi vários videos no youtube. Muito obrigada por disponibilizar seu tempo para ajudar a mim e aos outros que estão na mesma situação, forte abraço (Pomba)

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    1. Olá! Poxa, fico feliz que você tenha lido este texto e assistido alguns vídeos. Eu é que agradeço pelo teu feedback e comentário! Abraço!

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  24. Pedro, que homem de ouro você é! Parabéns por ser tão dedicado e atencioso! Seu post, fez com que muitas pessoas, (inclusive eu), se identificassem com sua trajetória de vida, e realmente ela é emocionante, como muitas das histórias que se encontram nos comentários. Quero desejar a você, e a todos, muita luz, sabedoria e coragem, pois a nossa vida é uma constante escolha, e se não escolhermos hoje, a vida escolhe por nós, e suas consequências são inevitáveis e intransferíveis.
    Com muito carinho, um abraço a todos.

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    1. Paola, que comentário bacana e gratificante. Muito obrigado!

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  25. Cara, tenho 19 anos e estou no segundo ano da minha graduação em ciências contábeis, me encontro em uma situação difícil pois não estou gostando do curso mas ao mesmo tempo fico com o peso de que já cursei um ano que sera "jogado fora" e isso me leva ao medo de desistir agora. Estou tendo dificuldades pra descobrir oque eu realmente gosto mas com certeza seu texto me ajudou muito hoje. Vou pensar muito no caso da desistência, acho que vai ser muito pior se eu continuar em algo que eu não gosto e não tem importância pra mim. Como já foi comentado aqui, fazer algo que não tem relevância pra mim só vai me eixar cade vez mais triste. Obrigado pelo texto, continue com isso que tenho certeza que ajuda muita gente!

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    1. Olá Levi! Sei como é esse sentimento de ter desperdiçado tempo, mas se você olhar por outro lado, continuando a graduação pode acabar desperdiçando mais três anos. Às vezes trancar a faculdade por 1 semestre e ir trabalhar ou procurar outras coisas que você gosta pode valer a pena. Lembra que não é porque tomamos más decisões no passado que precisamos deixar que elas tomem conta do nosso futuro. Sempre dá pra mudar de rumo. Boa sorte e muito obrigado pelo teu comentário!

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  26. Sou de Portugal e acabei por cair nesse site porque digitei no google: "Como descobrir o que gosto de fazer?", pois é.. Estive a ler todo o texto e alguns comentários e fiquei com algumas ideias.. Neste momento estou a meio do meu curso na Universidade e estou a fazer o que gosto. Não foi uma decisão fácil pois ultrapassei vários obstáculos para chegar até aqui. Mas ultimamente sinto a necessidade de fazer mais alguma coisa e não consigo entender o quê.. Não que não tenha ideias, acho que me falta motivação/vontade e isso é triste porque estou desperdiçando tempo...
    Obrigada mesmo por haverem pessoas como você! :) Continua com o seu bom trabalho

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    1. Às vezes estudar não é o suficiente pra encher nossa alma. Eu também sentia muito uma vontade interna de fazer algo a mais, e acabei preenchendo essa lacuna me expressando pelo blog e pelo canal. Espero que consigas encontrar o teu caminho. Muito obrigado pelo teu comentário! ;)

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  27. Eu também me identifiquei muito com o texto... parece que todo mundo vai atrás do padrão da sociedade esquecendo quem é e sua própria identidade. Texto inspirador que estou relendo para pular para uma próxima etapa da vida. Parabéns pelo senso de humor, coragem e tempo dedicado em ajudar os outros. Essa também não deixa de ser a sua missão. Até...

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    1. Fico feliz que tenha gostado do texto, Ana. Muito obrigado!

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  28. tenho 14 anos e o meu sonho é ser jogador de basket e graças a esse site consegui descobrir que no futuro vou trabalhar na area do desporto
    obrigado

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  29. Comecei a fazer faculdade de ed. Fisica por livre e espontânea pressão da família, tentei mas não era pra mim então larguei o curso. Tenho 20 anos e preciso saber logo oq fazer da minha vida, não me conheço nada, não tenho um hobbie, tudo pra mim é legal.. Só legal. Não tenho nada q eu goste muito de fazer, comer, ler, ouvir.. Meu sonho é morar no Inglaterra ou no Canadá e me casar com meu namorado, só.. Quero trabalhar mas não sei no que sou boa, preciso escolher um curso q eu goste e que me dê um bom rendimento no futuro, pra que eu possa concluir meu curso de inglês trancado, sair do país e ir morar fora, me casar e continuar exercendo minha profissão... Mas não consigo descobrir no que sou boa ou oq gosto de fazer...

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    1. É complicado, mas às vezes a pressão que colocamos em nós mesmos para descobrir logo a nossa vocação acaba atrapalhando, sabe? Você já tem o sonho de morar fora. Talvez um bom caminho fosse se planejar para fazer isso acontecer, quem sabe no processo você não acaba descobrindo algo que lhe agrade mais? Te desejo toda a sorte!

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  30. Gostei do Texto, faço o 5º período de Administração e ainda não sei o que fazer. O fato é que eu gosto de muitas coisas, gosto de estudar, ler, saber sobre diferentes culturas, ensinar, ajudar, dar conselhos, sou bom em matemática, biologia, etc. Na escola, sempre gostei e fui bem em todas as matérias, inclusive Filosofia e Sociologia, mas ainda não me encontrei. As vezes me encontro estudando sobre assuntos um tanto irrelevantes para a minha área (Administração), como Biologia e Química por exemplo. As vezes fico triste por não saber o que fazer e por estudar e gostar de muitas coisas. Ok, Só queria desabafar rs.

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    1. Olha, gostar de muitas coisas já é um ponto inicial melhor do que não gostar de nada. Tente ver dessas coisas todas qual é a mais essencial para você. Se você ficasse 1 ano sem poder ler, de que assunto seria o primeiro livro que pegaria depois?

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  31. Foi bom eu ter lido seu texto, muito inspirador.
    Eu estou terminando o terceiro semestre dá faculdade de sistemas de informação, mas não me interesso pelo curso, odeio. O problema é que eu tenho medo em trancar, pois, além de eu não saber o que gosto de fazer estarei desperdiçando tempo e dinheiro, eu ajudo com 200 reais o resto é a minha avó que paga. Além da faculdade eu trabalho como atendente de caixa. Parece fácil mas é um trabalho cansativo demais, não fisicamente mas sim psicologicamente. Eu era uma pessoa mais viva, e com mais vontade de viver. Depois que comecei a trabalhar e fazer Facul minha vontade de viver desabou, eu sei que ela ainda está aqui, mas me falta forças. Pra você ter uma noção, antes eu conseguia ler muitos livros, hoje eu leio uma página e já desisto. Entrei em depressão e pensei até em me matar. O que está me ajudando no momento foi eu ter começado um namoro, estou amando essa pessoa e ela está me ajudando em voltar a ter a vontade de viver, de sorrir...
    Mudei um pouco do assunto né ? Mas voltando pra área do trabalho, eu sei duas coisas que gosto de fazer: 1. Andar de minilong (já pensei em virar Youtuber gravando eu andando, mas acho que não andaria pra frente essa ideia).
    2. Fazer poemas pra minha namorada.( Meu pai diz que tenho um dom. E acredito ser mesmo, pois quando estou inspirado consigo criar versos lindos com facilidade, mas também não vejo isso andando pra frente)..
    No momento estou em um paradoxo, quero trancar minha faculdade mas não posso, porque se eu trancar corro o risco de viver muitos e muitos anos trabalhando com a porra de um caixa. E eu não sei o que fazer pra mudar minha vida. O mínimo que eu posso fazer é terminar esse curso e conseguir um emprego bom na área, mas o problema é que a minha cabeça anda tao cansada e embaralhada, que eu não estou com forças bem pra estudar e corro sério risco de pegar DP. E se eu pegar DP aí que eu vou trancar mesmo e deu tudo

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    1. Sei que já tendo completado três semestres da faculdade, largar pode parecer uma ideia horrível. Mas será que isso não daria uma chacoalhada na sua vida, te forçando a experimentar e tentar outras coisas? Isso certamente será melhor do que ir até o fim com uma faculdade que você não curte e depois ainda ser forçado a trabalhar na área. Esse seu sentimento meio ruim com certeza não vai melhorar. Creio que vale a pena trancar a facul por 6 meses pelo menos para pensar no que fazer, de repente tentar outro curso ou encontrar um emprego diferente que te motive mais. Relaxar um pouco a cabeça às vezes é tudo o que precisamos para clarear as ideias, sabe?
      Quanto aos poemas e o minilong, é muito confortável desistir de algo antes mesmo de começar. Falo isso por experiência própria, costumava nem tentar fazer certas coisas porque na minha cabeça não ia dar certo. Mas no final das contas quem diz se vai dar certo ou não é quem assiste seus possíveis futuros vídeos de minilong e quem lê seus poemas. Se já tem ao menos 2 pessoas que gostam, quem disse que não terão mais? Tenta exercitar esses dois lados que você curte, quem sabe não sai alguma coisa daí? Muito boa sorte!

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    2. Minha historia é bem parecida com a sua.
      (Primeiro desculpe se escrevo errado o portugues, sou do Paraguay)
      Tenho 19 anos. Eu ja terminei o terceiro semestre da faculdade de análise de sistemas, estudo em uma cidade que fica a 50 km da cidade onde eu moro e trabalho (também de caixa, em uma oficina mecanica). É realmente muito cansativo trabalhar o dia inteiro e depois pegar um onibus por uma hora até chegar na faculdade e voltar pra casa de onibus, chego todo dia quase meia noite (ainda ter que jantar, tomar banho e se tiver algum trabalho da faculdade, tenho que fazer de madrugada,
      vou dormir quase 1 da manha todo dia sem enrolar). Escolhi esse curso porque era a opcao "menos pior", nao tinha muitas opcoes e mexer no computador era a unica coisa que eu sabia fazer.
      Só terminei o 3º semestre pra nao sentir que perdi meu tempo. Nao estudei quase nada, fui só contando com a sorte.
      As aulas do 4º semestre ja começaram e eu nao me matriculei. Nao ia conseguir continuar.
      Comecei um curso de dança com meu namorado(só pra nao passar vergonha nas festas) e estou gostando muito do curso e de poder passar mais tempo com meu namorado também, coisa que antes nao conseguia com a rotina que eu tinha.
      Nao sei se vou conseguir aguentar todas as criticas em casa se eu largar mesmo a faculdade.
      Imagina só, minha irma é engeheira agronoma e agora ta fazendo arquitetura, meu irmao é contador, e se eu nao me formar pra eles vou ser uma zé ninguem.
      Nao que eu realmente me veja assim, mais se eu quero conviver com eles, essa vai ser a realidade que vou ter que aguentar.

      Em relaçao ao meu emprego nao tenho muito do que reclamar, tenho um salario razoavel e o ambiente nao é ruim, a unica coisa que me incomoda é que trabalho em uma oficina mecanica e nao sei quase nada sobre carros,
      e isso me faz sentir meio inútil, só receber o dinheiro e arrumar papeis. Vem um cliente pedir orçamento e eu nao sei nem que oleo precisa usar. Mais eu penso no meu emprego como uma forma de sobreviver e juntar dinheiro
      enquanto ainda nao sei o que fazer.

      A desculpa que eu dei pros meus pais foi que iria continuar fazendo o curso a distancia em outra faculdade, e aceitaram numa boa, até ficaram felizes com o fato que eu nao vou precisar ficar correndo rua todo dia.
      Mais eu realmente nao gosto desse curso, me deu tanto desgosto esse ano e meio que perdi, que acho que peguei nojo de estudar.
      As inscricoes da faculdade a distancia ja vao se encerrar, e eu ainda nao tenho ideia do que fazer.
      Nao quero gastar mais tempo e dinheiro fazendo algo que eu nao gosto, mais tambem nao quero aguentar a pressao em casa por ter largado meus estudos(ja gastei muito dinheiro com a faculdade até agora).

      A única coisa que eu tenho vontade mesmo de fazer é viajar bastante.

      Como nao tenho ideia do que fazer, tento pensar que continuar esse curso a distancia pode ser uma boa ideia, tal vez eu até comece a gostar um pouco mais porque nessa modalidade de ensino vou ter que
      aprender mais por conta. Quem sabe. É um bom curso pra quem quer um trabalho independente depois. Ou talvez seja melhor tranacar a matricula por um tempo e pensar melhor.

      Ficar nessa dúvida e horrivel mesmo.

      Só tenho medo de estar seguindo o caminho mais facil no final das contas.

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  32. Olá. Não imaginei que teria pergunta no google exatamente como digitei. Escrevi pensando algo além do trabalho. Ou seja fazer o que gosto após as 9 horas diárias trabalhadas. Mas claro não faço o que gosto. Sou gerente de relacionamento de um banco e me pego muitas vezes olhando os nomes dos clientes sem motivação alguma para ligar e oferecer. Ou seja. Sou vendedora sem gostar de ser. É frustante e acabo trazendo isso para a vida em forma de desanimo para tudo. Tb fiz administração assim que entrei no banco (estava matriculada em Psicologia e mudei após entrar no banco). Ai preciso de ajuda. Só consigo pensar que gosto de séries, filmes e livros de romance e drama. Abração e parabéns pelo texto.

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    1. Oi, muito obrigado por comentar aqui! Creio que o primeiro passo é percebermos que estamos infelizes com a situação, isso você já fez. De repente começa um projeto pessoal para explorar seu amor por séries, filmes e livros, a partir daí você pode ter uma noção se dá de desenvolver isso de alguma forma. Sempre vale a pena tentar! Abraço!

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  33. Ainda estou impressionada com a quantidade de pessoas na mesmíssima situação em que eu me encontro hoje. As vezes penso que estou na iminência de uma depressão, e muita gente sonharia em estar no meu lugar, como escuto todos os dias. Tenho 26 anos, sou formada há 3 em Contabilidade e há um ano sou servidora do Tribunal de Justiça, cargo que consegui abdicando da vida durante 6 meses, ganhando um salário muito decente. Nunca senti afinidade com o meu curso, mas levei até o final porque tive uma infância marcada por problemas financeiros e familiares e via nesse caminho uma segurança em vários aspectos. Achei que quando passasse em um concurso minha vida estaria resolvida. Poderia fazer o que eu quisesse. Grande engano. Eu me sinto um ser humano pequeno fazendo o que eu faço, sinto que desperdiço meus dias e isso me desanima a fazer qualquer outra coisa nas horas livres, a fazer qualquer outra atividade. Perco noites acordada e por muitas vezes me pego divagando no trabalho pensando em uma vida diferente (o problema é que eu não sei que vida é essa). Eu não consigo mais me ver fora do serviço público porque tenho responsabilidades financeiras estratosféricas desde a primeira geração da família rs, então me sinto presa numa escuridão com uma pedra amarrada ao pé. Não tenho aptidão pra falar em público, não sei vender, não sou empreendedora, não tenho habilidade pra discutir (talvez só pra escrever), sou mega perfeccionista, o que me faz sentir incapaz de fazer muitas coisas. Então saindo do serviço público eu morro de fome, ficando nele eu morro de tédio. Todos os dias eu invento uma possível afinidade com algo, e fico uma semana depositando energia e expectativas naquilo, até me frustrar e voltar ao ponto inicial.

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    1. O seu comentário foi o único que eu li. E me assustei porque parecia que estava lendo outra pessoa falando da minha vida. Me sentia, e ainda me sinto, exatamente como você. Me prendi ao emprego, como concursado, que detestava por medo de não ter nada melhor. Por medo de passar fome. Todos os dias no trabalho eram como dias de penitência. Fazendo algo sem sentido, algo que só me dava algum retorno positivo no fim do mês (salário). Mas me proporcionava 30 dias de frustração e infelicidade.
      "Todos os dias eu invento uma possível afinidade com algo, e fico uma semana depositando energia e expectativas naquilo, até me frustrar e voltar ao ponto inicial."....isso é o que faço. Sempre. E nunca tinha conseguido definir dessa forma. Acho que você me conhece e escreveu sobre mim.

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    2. Oi, Thiago! Olha..coloque no google "Como descobrir o que gosto de fazer", vá ao 7º link, pegue um caderno e uma caneta e leia o texto em um momento em que estiver sozinho, tranquilo e relaxado. Seja muito sincero e verdadeiro nas suas respostas, se empenhe no teste. Vá fazendo por partes, cada etapa. É um texto de 2010, antigo, mas muito útil pra mim. É do livroosegredo.blogspot.com.br. Não consigo colar o link porque estou no trabalho e aqui é bloqueado rs. Se você não conseguir tomar uma decisão, tenho certeza que pelo menos vai clarear muita coisa. Boa sorte! Abraço.

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    3. Oi...você é a pessoa que escreveu o comentário que eu respondi? Que trabalha no TJ?

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    4. Isso! Ontem em um dos meus devaneios encontrei esse blog. Gostei bastante do teste. É meio que de autoconhecimento. Mas achei bem legal.

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    5. "devaneios" rs..Isso acontece muito comigo. Fico "virado" até encontrar uma resposta satisfatória. Eu li o post que você recomendou. Fiz o teste e gostei. Não é o tipo de coisa que costumo fazer (tirar um tempo para refletir sobre mim). Foi interessante o resultado.
      Anônimo...qual seu nome?

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    6. Faz quase um mês que perguntei seu nome e ainda quero saber.

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  34. O que dizer?! Já li muitos textos sobre o assunto, e este é de longe o melhor. Me identifiquei principalmente pela maneira como foi escrito. Piadas leves no momento certo. E ler um pouco sobre suas experiências também contribuiu muito. Bom, tenho 30 anos e até hoje não consegui determinar com exatidão do que gosto. E claro, não obtive felicidade em todos os empregos que já tive. Tenho algumas paixões, mas não sei ainda como trabalhar com isso. Cinema, escrever(criar estórias, roteiros, afins), vídeo game. Vou seguindo e espero não demorar mais 30 anos para começar a viver.

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    1. Obrigado pelo elogio amigo! Espero que consigas transformar uma dessas tuas paixões em fonte de renda. Pensa que uma das partes mais difíceis do caminho você já cumpriu: saber do que gosta. Muita gente, inclusive eu por muito tempo, não sabe sequer do que tem afinidade. É um bom início. Boa sorte!

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  35. Cara, muito bom e enriquecedor o seu texto.
    Não é a solução pro que busco, mas é um norte no qual devo pensar e refletir.

    Estou hoje com 39 e cansei de fazer oque os outros querem pra fazer os outros felizes. Cheguei a um entendimento um tanto egoísta mas verdadeiro, não sou altruísta, não a esse ponto, mas sei que posso fazer as pessoas felizes se eu estiver feliz.

    Esse foi um grande passo... Agora vamos pro segundo que é... "Oque me faz feliz?" Esse eu ainda estou trabalhando... São muitas opções mas ainda não achei a que meu coração fervilha de alegria...
    Depois disso aí vem o passo 3 oque preciso fazer pra viver disso?
    Não sou mais garoto... Então tenho um pouco de sabedoria pra saber distinguir guie ou não se vai dar merda... Mas sendo sincero.... Às vezes acho q ligar o Foda-se é uma boa solução.

    Mas vou seguir com minha busca... Vou resolver minha vida até os 40... Depois disso quero ser feliz.... Aonde quer q eu esteja.

    Como diria Spock, "Vida longa e próspera".

    Apesar que prefiro "Rápido e intenso"

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    1. Muito bacana teu comentário Ricardo. Acho que você tem bem claro na cabeça os passos pra conseguir sair dessa situação desconfortável, é um ótimo início. Só recomendo que você não use uma meta como "resolver até os 40". Mesmo que não pareça, muitas vezes usamos isso para adiar a tomada de atitudes importantes. É como aquela pessoa que quer começar uma dieta, mas só na segunda-feira. Toda decisão importante deve ser bem pensada e toma tempo, mas a hora de começar é o quanto antes. Boa sorte e obrigado pelo teu apoio!

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  36. Formei numa área que eu gosto há 1 ano e meio. Criei expectativas de que iria trabalhar nessa área ao me formar, deu ruim. Em meio à crise não consegui nenhum emprego - nem fora da área, e agora estou tentando encontrar outra coisa que eu possa fazer para dar um sentido a minha vida. As pessoas me dizem: "se não ta arrumando emprego, começa seu proprio negocio", mas se esquecem que não tenho dinheiro nem para um sapato novo. Não é fácil a caminhada, me reinventar e me redescobrir tem sido um grande desafio - talvez o maior deles.

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    1. É difícil mesmo cara, ainda mais quando você investe em uma coisa e num primeiro momento não dá certo. Mas continua determinado que as coisas podem melhorar. Obrigado pelo teu comentário e boa sorte!

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  37. Gente, não estou sozinha! E fico muito feliz com isso!
    Tenho 25 anos e sinceramente não sei o que quero da minha vida!
    Aqui estou eu, com crises de ansiedade, medo do futuro e uma compulsão por doces.
    Sou formada em pedagogia, fui um tempo para a sala de aula, mas definitivamente não me encaixo. E ainda não sei qual meu papel na sociedade.
    Sou mega impaciente. No entanto tenho uma facilidade de sentar no sofá e ver a vida passar...
    Tentei me enganar por um tempo, e imaginar que o que faço realmente é o que amo (hoje trabalho em uma empresa que oferece cursos Ead), mas a minha saúde está comprando mudanças URGENTES!
    Ler o texto e os comentários me trouxe certa paz que há tempos eu não sentia!
    Não é fácil, mas ainda vou me encontrar!!!

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    1. Tem algo que você goste de fazer e que acredita que pode ajudar a sociedade, as pessoas de alguma forma?

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  38. Amo conversar e ouvir as pessoas.
    Atualmente fico em frente a um computador o dia todo e o contato humano é praticamente nulo.
    Não sei nem por onde começar!!!

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    1. Se ama conversar e ouvir as pessoas devia tentar explorar mais esse lado da sua personalidade. Como você acha que poderia fazer isso? Eu também tenho essa característica, poderia passar horas apenas ouvindo o que alguém tem a dizer (e já fiz muito isso). Essa vida virtual realmente tende a anular o contato humano. É tudo muito superficial. É muito comum a sensação de solidão mesmo rodeado por pessoas. Um outro motivo que vejo para isso é que cada vez mais as pessoas se preocupam com o próximo. Conhecer de verdade, se relacionar, OUVIR.
      Poderia falar horas sobre isso rsrs

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  39. Meu nome é Kamila, tbm tomei essa decisão do vestibular aos 17 anos.
    Ainda nos estágios já via como estava dificil as coisas na cidade onde moro (Campo Grande MS), aqui parece interior e olha que é Capital... Muito bom morar aqui, não tem mta criminalidade, mas pra quem quer crescer, busca esse crescimento e reconhecimento na carreira... Aqui não é o lugar. Temos muitas empresas familiares, ou seja, os diretores são os donos, filhos dos donos e por ai vai... Depois de formada, ainda trabalhava como Jovem Aprendiz em uma Agência Bancária, mas não era aquilo que queria. Após encerrar o contrato, fiquei 10 meses desempregada (e olha que na época a economia brasileira nem estava tão ruim assim). Enfim consegui um emprego na área de RH (parece loucura né?), foi onde me desenvolvi pra caramba, profissionalmente e pessoalmente falando, mas tive problemas psicológicos, é uma área bem complicada... Sai dessa empresa após fazer terapia e descobrir que não era aquilo. Hoje estou trabalhando com Controladoria, me pergunta se estou feliz??? Não, não estou. Parece que tem algo gritando dentro de mim para trabalhar com essa liberdade que foi expressa na matéria.
    Pode ter certeza que vou pensar mto neste texto e estudar mto para saber o que realmente me deixa feliz, pois é isso que procuro na vida: Felicidade e realização acima de tudo!

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  40. Muito bom seu texto, de verdade.
    Me fez relaxar e perceber que nao precisa enlouquecer, que as coisas podem ir se ajeitando.

    Parabéns pela atitude!


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  41. Excelente seu texto!
    Confesso que me fiz algumas dessas perguntas, mas tudo ainda parece muito vago. Vou contar minha trajetória para tentar entender um pouco.
    Desde muito cedo minha mãe sempre me enfiava em testes para TV, Revistas, etc... fiz vários book's porque tenho uma natureza exótica e ela sempre sonhou que eu ficasse famosa. E eu confesso que gostava disso tudo, comecei a querer fazer teatro e me identificava porque tinha desenvoltura. Hoje, paro e penso se eu realmente gostava daquilo, ou se queria agradar minha mãe. Sinceramente não lembro muito bem.
    No ensino médio fiz colegial técnico em teatro na cidade de São Paulo e como morava em Praia Grande, tinha que subir e descer a serra todos os dias com um ônibus fretado. Era tenso!!! rs Mas eu gostava.
    Em seguida, quando completei 17 anos tinha certeza que faria faculdade de Artes Cênicas, e assim foi.. Comecei na Anhembi Morumbi e foi uma época bem corrida da minha vida, em que não tinha tempo nem dinheiro pra nada. Por fim, tive que desistir devido a falta de grana, afinal minha mãe que bancava tudo.
    Logo que saí da faculdade fiquei um período sem saber o que fazer e como minha mãe sempre dizia, devemos ter um leque de opções. Ao decidir a faculdade, ainda com a ajuda da minha mãe e por eu gostar de eventos e me relacionar com as pessoas, optei por fazer Turismo em uma faculdade de Santos.
    Vou tentar resumir....rs! Fiz a faculdade e logo no começo arranjei um emprego numa companhia de cruzeiros marítimos, primeiro como atendente de porto, e lá tive uma trajetória a qual me orgulho. Foram anos de realizações e promoções. Cheguei a ser transferida para Ribeirão Preto para ser Executiva de Contas, representando a empresa pelo interior todo. E eu adorava, mas o fato de não ter uma rotina certa e com supervisão constante, acabava tendo aquela "preguiçinha" de promotor. É feio falar isso, mas é real... Depois de um ano e meio, recebi uma proposta de uma operadora, que trabalhava com todo tipo de viagens, e não só marítimo. A partir daí comecei a não conseguir mais me regrar. Não sei se o trabalho de rua com poucos dias interna me prejudicam, ou se simplesmente não estou e algo que gosto de fazer.
    Atualmente moro em Curitiba e estou numa agência de viagens corporativas. Gosto de me comunicar e vender, mas não estou feliz. Faço bem feito, mas passo dias sem ânimo para realizar minhas tarefas.
    Com suas perguntas, descobri algumas coisas interessantes, mas não consigo formar uma opinião concreta.
    Sei que amo me comunicar, amo essências e indicar perfumes para amigas, gosto de falar de navio, gosto de dar treinamentos, gosto de ser útil e ajudar as pessoas. Sempre me destaquei em bom atendimento, mas tudo isso não me dá uma certeza do que posso ou devo fazer. Já pensei em montar uma loja de perfumes, mas além de caro não sei se seria exatamente esse o caminho. Tenho uma ideia muito boa com relação a essências e pessoas, mas é complexa e não tive consegui ainda achar a forma de realizar isso.
    Enfim, acho que foi um texto gigantesco, mas foi importante pra mim colocar tudo isso por escrito.
    Se alguém conseguir ter uma ideia do que seria possível fazer com tudo isso que gosto e quiser me dar uma dica, fico a disposição....rsrs!

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  42. Este comentário foi removido pelo autor.

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