Existe vida fora do escritório? Como trabalhar em casa (ou de qualquer lugar)

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Não é segredo pra ninguém: o trabalho em escritório tem cada vez menos fãs pelo mundo.

Não é à toa. O escritório muitas vezes é sinônimo de inflexibilidade, pressão, rigidez e como é impossível de esquecer, trânsito parado ou ônibus lotado para ir e voltar.

Eu sou um dos felizardos deste mundo que conseguiu, pelo menos até aqui, trabalhar de casa. Claro que há estilos diferentes de pessoas. Algumas preferem e vão sempre preferir trabalhar na empresa, não há nada de errado com isso. Mas os que não curtem certamente teriam suas vidas melhoradas caso pudessem trabalhar em casa - ou de qualquer lugar.

Como trabalhar no escritório é considerado o "normal", sei que muita gente tem pouca noção de como é possível abandonar esse padrão, mas sem deixar de ganhar dinheiro. Exatamente por isso, resolvi reunir algumas das minhas experiências e casos que vi por aí em um texto. Existe vida fora do escritório?

A partir de agora vou apresentar 4 formas de trabalho que tem atraído cada vez mais pessoas no mundo moderno. Todas têm algo em comum: não envolvem um lugar fixo.


Trabalho remoto

Essa opção é a menos "radical", por assim dizer, porque não necessariamente rompe com todas as estruturas de um trabalho "normal". Em outras palavras, você pode continuar tendo um emprego formal, batendo ponto, respondendo ao seu chefe, entregando relatórios e cumprindo 8 horas diárias, 5 dias por semana, com a diferença de que pode fazer isso de casa - ou de qualquer outro lugar.

Para conseguir isso, há basicamente duas opções: arranjando um emprego remoto ou convencendo a sua empresa de que você pode trabalhar de casa. No meu caso, apliquei a segunda opção.

Estava na China, feliz e pimpão com pouco tempo de casa em uma empresa de games! Estava feliz por lá, ganhando um bom salário e trabalhando com algo que eu realmente gostava. Situações da vida me fizeram voltar para o Brasil, o que me forçaria a pedir demissão da empresa, já que ela ficava do outro lado do mundo. Ao invés disso, chamei meu chefe e botei meus argumentos na mesa. A ideia era convencê-lo de que eu poderia sim ser o primeiro funcionário contratado da empresa trabalhando remotamente, em um fuso horário (bem!) diferente, entre mais de 200 empregados. Conto essa história mais detalhadamente aqui, mas no final das contas deu tudo certo! Meus argumentos foram aceitos pelo meu chefe, depois pelo RH e quando vi já estava aqui em Floripa, trabalhando de madrugada do meu quarto.

Inception no meu humilde escritório: é daí que trabalho, escrevo pro doisbits.com e tuíto coisas aleatórias

Trampando nessa mesma empresa, pude fazer um mochilão de um mês pela Europa e passar quase três semanas na Colômbia, sem deixar de trabalhar. Viagens inesquecíveis que não teriam acontecido se meu emprego ainda fosse ligado a uma localização geográfica fixa. De quebra, não precisei mais pegar transporte público cheio, pagar por ele e perder horas preciosas do meu dia. Também foi delicioso não precisar caminhar do metrô até o escritório sob o sol escaldante do verão chinês!

Se trabalhasse no escritório, não teria dado uns amassos nessa linda arraia no mar do Caribe

Para alguns, meu caso pode parecer questão de sorte. Pode parecer loucura de chinês maluco, mas não é. Se procurar, tá cheio de casos por aí. Além da fuga do escritório ser um movimento quase que natural, tem gente "grande" incentivando esse papo de "ô chefia, quero trabalhar de casa".

Li um livro maravilhoso recentemente que trata disso. Em "The 4 Hour Workweek", o autor Tim Ferriss oferece um passo-a-passo que ele acredita ser eficiente para você se libertar do trabalho em um espaço geográfico específico e começar a trabalhar de onde quiser. Quase 1/4 do livro fala sobre isso, então seria tolice da minha parte querer abordar todo o conteúdo aqui, mas segue uma visão geral das recomendações:

1. Faça a empresa investir em você. Se eventualmente você for sair, sua perda será mais custosa para eles.

2. Ligue para o seu chefe e diga que está se sentindo mal, mas que pode trabalhar de casa. Esse será um dia "teste", uma oportunidade para você provar que dá sim para trabalhar fora do escritório.

3. Nesse dia trabalhando de casa, garanta que o trabalho renda o dobro, que você seja duas vezes mais produtivo e, mais importante, que você deixe rastros para que essa produtividade elevada seja notada.

4. Prepare uma lista mostrando o quanto trabalhar de casa foi mais produtivo para você. É a sua chance de mostrar que trabalhar remotamente não é um desejo pessoal, mas sim uma decisão inteligente da empresa, que vai poupar recursos e obter mais resultados. Justifique o aumento da produtividade com a não necessidade de se deslocar até o escritório e com a falta de ruídos e conversas improdutivas durante o expediente.

5. Proponha duas semanas de testes, onde você trabalhará 1 dia por semana em casa. A leitura do livro é essencial porque o autor, por exemplo, te dá UM ROTEIRO COMPLETO de como ter essa conversa com o seu chefe. Vale ouro.

6. Certifique-se de que estes dias trabalhados em casa sejam ULTRA produtivos. Se necessário, diminua a produtividade quando estiver trabalhando no escritório para deixar mais clara a diferença. Moralmente discutível? Sem dúvidas. Mas se no fim for REALMENTE melhor para você e para a empresa, de repente é uma daquelas situações onde os fins justificam os meios.

7. Peça para aumentar os testes para 2 dias por semana. Repita os passos anteriores e aumente os dias trabalhando de casa para 4 dias por semana. Depois diga que você precisa fazer uma viagem (para visitar um parente, por exemplo) e sugira 2 semanas trabalhando todos os dias à distância.

Em português o livro chama "Trabalhe 4 Horas por Semana"

FEITO! Você está trabalhando à distância sem abandonar o seu emprego. Como dito anteriormente, o livro é realmente muito valioso e põe pra te pensar sobre muitas, mas muitas coisas da vida, não só relacionadas ao trabalho. Se fosse você, eu daria um jeito de ler.

Para algumas pessoas pode parecer absurdo, mas vamos pensar bem. "Trabalhe de onde e quando você quiser, desde que faça bem o seu trabalho": não parece um conceito simples e eficiente? Parece que tanto empregado quanto empregador saem ganhando. Parece até natural para mim. E para você?

Trabalhar de onde quiser não só pode ser muito eficiente como já é uma tendência. Sabia que tem empresas inteiras trabalhando à distância? Gente que trabalha há anos "junto", mas nunca se viu? Equipes inteiras, em empresas que valem milhões de dólares, têm integrantes na Ásia, outros no Brasil, outros na Europa...

Se não acredita em mim, dá só uma olhada nessa entrevista aqui. É com o fundador da Zee, uma empresa brasileira de design com equipe 100% remota. Se ainda parece absurdo, passe os olhos nesses artigos em inglês: "12 empresas que só contratam funcionários remotos" e "Lições de empresas indo bem com equipes 100% remotas".

Screenshot do site da Zee

Ter a segurança de um trabalho fixo numa boa empresa, mas trabalhando de casa. Parece bom, não? E se eu te disser que daí você pode passar para algo melhor ainda?

Ser freelancer

Freelancer é o cara que não tem um emprego fixo, mas trabalha em diversos projetos diferentes. Esses projetos podem tomar 1 ou 12 horas por dia, podem durar 1 dia ou 4 anos. O que importa é que o freelancer não é funcionário da empresa. É como se ele fosse um prestador de serviço, por isso pode estar envolvido com vários projetos diferentes ao mesmo tempo.

Para deixar tudo mais claro, vou contar um pouco da minha história. Depois de pedir demissão do meu emprego remoto, não pretendia de forma alguma ficar sem renda. Queria trabalhar como freelancer, por isso antes mesmo de me demitir já comecei a procurar uma coisa aqui e outra ali. Comecei a preparar o terreno para a minha mudança.

Hoje, 5 meses depois do meu pedido de demissão, não atingi de forma constante o nível de renda que eu tinha anteriormente, mas não me preocupo. Sabe por que não? Porque a riqueza é relativa. Pensa comigo.

Se você ganha 5.000 reais por mês, mas trabalha 40 horas por semana, se considera mais rico ou mais pobre do que alguém que ganha 1.500 reais por mês, mas trabalha 5 horas por semana? Em renda absoluta, o primeiro cidadão ganha melhor. Já em renda relativa, o cara dos 5 mil ganha 31,5 reais por hora, enquanto o rapaz dos 1,5 mil pilas faz 75 por hora.

O primeiro provavelmente não tem tempo para fazer as coisas que mais gosta. Provavelmente perde tempo no trânsito todos os dias e sofre com o estresse que um trabalho formal em escritório geralmente traz. O segundo tá bem mais tranquilo. Ele tem muito tempo livre que pode dedicar a projetos pessoais, a fazer coisas que gosta ou a buscar outros projetos que continuem pagando em torno de 75  reais por hora - ou mais! Se o segundo cara consegue pagar as suas contas sem problemas, com perspectivas boas de usar o seu tempo livre para gerar mais renda ou investir em mais momentos de felicidade, considero que ele é sim BEM MAIS rico que o primeiro, que está trocando seu valioso tempo de vida por um dinheiro que muitas vezes é supérfluo.

Claro que o exemplo acima vai parecer ridículo para algumas pessoas. Afinal, como comprar um carrão e se aposentar com certo luxo ganhando tão pouco? Mas o exemplo foi mais destinado à mostrar que a renda absoluta não define ABSOLUTAMENTE nada.

Ser freelancer não é fácil. Tem muitos altos e baixos e há relatos excelentes contando mais sobre isso, como esse aqui.

Um dos baixos é a instabilidade financeira. Como freelancer, posso ganhar muito em um mês e pouco no mês seguinte. Há formas de se obter estabilidade de renda, mas é difícil chegar ao nível de estabilidade de um emprego formal, sabendo que no dia X vai cair o valor Y na sua conta. Parece ruim, sem dúvidas. Mas para mim, é um risco que compensa. Já passei semanas sem ter quase nada de trabalho pra fazer. Em compensação, já cheguei a fazer, em 5 dias de trabalho, DUAS VEZES mais do que fazia em um mês inteiro no meu antigo emprego (que não pagava mal). Por mais de uma vez paguei todas as as minhas contas do mês com sobras, trabalhando menos de 1 hora por dia.

A última coisa que pretendo aqui é me gabar - e nem seria inteligente da minha parte fazer isso, já que sempre fui e ainda me considero um pé-rapado - mas minha intenção é mostrar que um cara absolutamente comum como eu, sem nenhum grande talento que chame a atenção do mundo, e mesmo sujeito aos altos e baixos da vida de freelancer, consegue aliar um ganho financeiro bom com uma carga de trabalho por vezes ínfima. Posso dar outro exemplo só pra deixar claro que isso não acontece só comigo.

Minha namorada já trabalha exclusivamente como freelancer há 2 anos. Nesse período, saiu do vermelho e conseguiu juntar um troquinho que será suficiente para a nossa próxima aventura pelo mundo. E mais: muitas vezes fez uma boa grana no mês trabalhando entre 1 e 7 horas por semana.

Eu gostaria de ter visto exemplos como esses quando estava na faculdade, por isso escrevo esse post. Não tenho a menor intenção de que este artigo seja um guia de "como fazer", por isso não toquei no assunto. Até porque ainda estou aprendendo e cada caso é um caso, cada um encontra o seu próprio caminho. No meu caso o que tem funcionado é determinação, atenção às oportunidades, utilização de diversas plataformas/sites diferentes, muita cara de pau, profissionalismo, pesquisas no Google e em subreddits que abordam o tema.

Espaços de coworking tem surgido pelo mundo, oferecendo estrutura de escritório (mesas, internet, telefone, impressora, etc.) para freelancers e empreendedores digitais

Não é querer ser elitista, mas trabalhar como freelancer online exige certos requisitos de uma pessoa. Creio que só vai conseguir quem for determinado e souber se virar bem sozinho, souber buscar as coisas por conta própria. Por achar que trabalhar como freelancer é a melhor forma de obter o estilo de vida que desejo, no momento tenho tentado seguir esse caminho. Ainda não me consolidei para ficar 100% despreocupado quanto à renda, mas creio que estou na trilha certa. Lembrando sempre que a vida é louca e pode mudar da água para o vinho em 6 meses - se amanhã ou depois trabalhar assim não fizer mais sentido, não há problema nenhum em voltar a fazer o de antes.

Muitos freelancers de sucesso acabam deixando de ser freelancers. Isso porque eles adquirem conhecimento (e/ou coragem) o suficiente para abrirem os seus próprios negócios.

Ter um negócio online

Não tenho experiência com negócios online. Se eu escrevesse sobre o assunto, seria baseado no que li e ouvi, não no que fiz. Por isso, não vou me alongar neste tópico. Mas é importante deixar claro que este também é um caminho para obter sua independência do escritório - e de bater ponto, e do seu chefe...

Muitos freelancers de sucesso acabam criando negócios online como uma extensão natural do seu trabalho. Quem trabalha com design ou programação, por exemplo, pode obter experiência fazendo freelas até ter um portfólio bacana para apresentar. Aí, dá pra organizar tudo certinho nos moldes de uma empresa e vender seus serviços. Nesse caso, a pessoa raramente começa do zero, pois já tem contatos e clientes com quem trabalhou anteriormente.

Há também quem não tem experiência nenhuma com negócios, mas tem uma ideia legal, arrisca e consegue. De lojas de camisetas a produtos naturais, há infinitos casos de sucesso na web que podem ajudar você a se inspirar. Aliás, há negócios online que são cursos online ensinando você a criar seu próprio negócio online.

Uma pesquisa rápida no Google comprova: há oferta e muita demanda por conhecimento sobre negócios online

Ter um negócio físico geralmente envolve custos iniciais altos e não costuma permitir a mobilidade do seu dono de poder trabalhar de onde quiser. Esta liberdade que um negócio online próprio proporciona é justamente uma das coisas que motivou o autor Tim Ferriss a escrever o livro "The 4 Hour Workweek". Tá ficando repetitivo, eu sei, já citei essa obra trezentas vezes nesse post. Mas o livro é justamente um guia, um passo-a-passo mesmo, para você criar um negócio online. Se tem interesse em ter algo seu, é O material para começar.

Um tipo de negócio online, se é que podemos chamar assim, que vem ficando cada vez mais popular, são os baseados em criação de conteúdo.

Criar conteúdo

Ao contrário da venda de produtos e serviços, geralmente ganhar dinheiro com produção de conteúdo depende quase que exclusivamente da própria pessoa. Até por esse motivo, blogs, sites, canais no YouTube e outros são criados de forma muito democrática, seja por pessoas como você e eu, por crianças de 12 anos ou até por senhores de idade.

Certamente essa é uma das vias mais difíceis. O recurso mais valioso que se tem na internet hoje é a atenção do usuário. Com cada vez mais conteúdo disputando essa atenção, fica mais difícil dar destaque ao seu conteúdo a ponto de ganhar dinheiro com ele.

Não é fácil. Eu mesmo, assim como a grande maioria, não ganho um centavo sequer com o blog nem com o recém-criado canal do YouTube. Mas isso não é motivo para desânimo. Há outros tantos casos de sucesso, gente que baseada em uma boa escrita ou num carisma fora de série conseguiu fazer o seu "negócio" decolar. Certamente você conhece algum site criado por pessoas normais, como eu e você, que deu certo e gera dinheiro aos donos. Certamente você conhece ou gosta de algum YouTuber de sucesso. Não é fácil, muito pelo contrário. Mas é possível. E essa possibilidade abre portas para todos os tipos de pessoas tentarem, com conteúdos dos mais variados possíveis. Seja falando de games, de cuidar de gatinhos ou mostrando a sua própria vida, sempre terão pessoas potencialmente interessadas, principalmente se o seu trabalho for melhor que o da maioria.

Comecei a seguir esse canal e gostei muito: o cara além de fera é muito modesto hahaha :)

Uma coisa que tenho certeza é: se não é fácil agora, amanhã será ainda mais difícil. Então mesmo que a sua motivação para fazer alguma coisa online funcione como uma montanha-russa, ou mesmo que você não tenha certeza do que quer fazer, crie logo seu site/canal/blog ou outra coisa. Se der tudo errado, você vai ter aprendido alguma coisa. Se der minimamente certo, você vai é se arrepender de não ter começado antes.

Existe vida fora do escritório

Seja de uma das 4 formas que citei no post, seja de outro jeito, existe sim vida fora do escritório. Cada vez mais pessoas têm se tocado disso e partido rumo a um caminho profissional que traga mais liberdade, seja de tempo, espaço geográfico ou pelo menos a liberdade de não ter um chefe te amolando o dia inteiro.

Resta saber se algum desses caminhos serve para você. Está feliz com o seu trabalho atual? Se sim, só alegria! Se não, conseguiria trabalhar em casa, ou de qualquer outro lugar? Qual seria o primeiro passo que você poderia tomar para mudar a sua situação?



Se tem medo de tentar alguma coisa, lembre-se que esta é uma decisão reversível. Se você falhar miseravelmente em pagar as suas contas, pode arranjar um emprego formal novamente depois. Se estiver com medo do que pode acontecer caso se demita, pode ir tateando algumas dessas formas de ganhar dinheiro ANTES de se demitir. Veja o que funciona melhor no seu caso específico, pesquise e pense bem: se fosse demitido AGORA, será que eu ficaria tão mal assim? Se não fosse pelo dinheiro, ficaria melhor ou pior do que estou agora?



Pode não ser fácil, mas lá no fundo só depende de você.




UFA! Texto longo pra caramba. Se você chegou até aqui e gostou do que leu, peço que gentilmente deixe, como uma troca pelo texto lido, um comentário. Assim fico sabendo que tipo de reação meu texto gerou, o que não só vai me deixar feliz como também me ajudará a escrever melhor no futuro! Ou troca uma ideia comigo lá no twitter! ;))


11 comentários:

  1. Muito legal Pedro! Aliás, a frase "Se não gosta de onde está, mude. Você não é uma árvore!" é sua? Abração!

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    1. Infelizmente essa frase não é minha. Pensei que não havia um autor reconhecido, mas pesquisando rapidamente na internet parece que é de um rapaz chamado Jim Rohn, ainda que eu não faça ideia de quem seja.

      Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário! ;))

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  2. Pedro.
    Texto ótimo! Me fez pensar na minha atual situação e me fez pensar e várias opções!
    Grande abraço!

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    1. Muito obrigado, Monica! Fico feliz que o texto tenha causado uma reflexão. Abração! ;)

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  3. Outro texto que deveria constar como “Featured da web”! Interessante a questão da “relatividade da riqueza”, são questões que devem ser balanceadas conforme o perfil da pessoa.

    Devo salientar o papel determinante da tecnologia nas transformações sociais relativas ao mercado de trabalho e educação: a internet promove essa relação não presencial que liberta dos condicionamentos de tempo e espaço, possibilitando o surgimento de um novo perfil de trabalhador, e, o estudante da modalidade de Educação a Distância. Ficamos livres de aspectos tradicionalistas como a não flexibilidade (rigidez) e a centralização, para experimentarmos a liberdade de um maior protagonismo do indivíduo.

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    1. Brilhante o seu comentário. De fato a internet possibilita isso tudo, ainda que também traga problemas. Trabalhar de casa é desafiador em vários sentidos, como o de manter a disciplina e se privar de um convívio social mais frequente. De qualquer forma, como você falou, cada um pode buscar o que mais lhe agrada. Valeu pela participação de sempre, Darley!

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  4. Adorei! Porém, percebo que a maioria das empresas que contratam remoto estão na área de TI, games, etc. E quem está cansado dessa área?

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    1. Sem dúvida a maioria das vagas é na área de TI, mas há outras oportunidades também. Conheço gente trabalhando com filmes, com turismo e até com conteúdo adulto, por exemplo. É mais difícil achar, mas tem de tudo por aí. Obrigado por comentar aqui, Doug!

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  5. Por algum motivo "perdi" seu blog quase 1 ano (usava aqueles trecos de condensar blogs, ai ele pifo sei lá os rolos que deu),enfim mas por obra do destino, fui procurar algum assunto diverso e achei de novo ... enfim ...

    Como vc pede pra deixar nosso ponto de vista.. aqui vai:
    -Gostei de sua abordagem de como conseguir trabalhar "fora de um escritório", não é minha vontade atual, gosto de trabalhar em um escritório pq sinto que tenho trabalhar e no momento que saio o trabalho "sai junto". Sem contar que gosto de viver em minha cidade... MAS claro , pq moro próximo ao serviço, e tenho um horário legal de trabalho.

    Outro ponto que gostaria de ressaltar é que conheço pessoas que não trabalham em um escritório , mas mesmo assim não tem vida. A idéia que nos une nesse ponto é "existe vida fora do trabalho" , seja ele dentro de um lugar batendo ponto e talz.. o seja na praia tomando agua de coco com o note no colo ... acho essencial acima de tudo ter um equilibrio, ou pelo menos tentar achar nosso equilibrio :)



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    1. Oi Bia, fico felizão que achasse o blog de novo! Se quiser curtir a página do Face, se inscrever no YouTube ou algo assim facilita pra não perder de novo no futuro :P

      E sem dúvida, o importante é cada um encontrar o seu próprio equilíbrio! Obrigado por comentar :))

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  6. Muito necessário seu texto, Pedro!
    Estou nesse processo há algum tempo. Pode ter seus perrengues, e pode não ser liberdade completa, mas sair dessa jaula do 09h-18h (mais horas na verdade, contando com trânsito e transporte) é um grande passo.
    Sorte em tudo!

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